Com a moderação de Antônio Rocha, painel no ROG.e 2026 reuniu Fábio Batista, Lucas Oliveira e Meg Kede para debater a integração entre gás, biometano, hidrogênio e baterias na transição energética


Painel discutiu a integração entre gás natural, biometano, hidrogênio e baterias como caminho para ampliar a segurança, a flexibilidade e a sustentabilidade do sistema energético brasileiro.
A transição energética foi tema de destaque durante o ROG.e 2026, realizado no Riocentro, no Rio de Janeiro. O painel “Integração do gás natural, biometano e hidrogênio na transição energética” reuniu especialistas para debater como a combinação entre diferentes fontes e tecnologias pode contribuir para uma matriz energética mais segura, flexível, eficiente e sustentável.
A discussão foi mediada por Antônio Rocha, Vice-Presidente Executivo do Fórum Nacional dos Secretários de Minas e Energia — FNSME, e contou com a participação de Fábio Batista Fernandes Júnior, Lucas Roberti de Oliveira e Meg Montana Kede.
O debate abordou principalmente o uso do hidrogênio misturado ao gás natural em gasodutos já existentes, além da integração entre gás natural e baterias em um cenário de crescimento da participação de fontes renováveis, como solar e eólica.
A discussão também dialogou com o artigo “Gás natural e baterias: soluções para a segurança energética em um sistema cada vez mais renovável?”, de Lucas Roberti de Oliveira, Amanda Tavares dos Santos e Yanna Clara Prade. O trabalho foi vencedor do Prêmio Catanhede como melhor artigo no eixo Integração do Gás Natural, Biometano e Hidrogênio na Transição Energética, durante o ROG.e 2026, reforçando a relevância técnica do tema para o debate sobre segurança energética e complementaridade entre fontes.

Um dos pontos centrais do painel foi a possibilidade de utilizar a infraestrutura de gasodutos já existente para transportar uma mistura de hidrogênio e gás natural. A alternativa foi apresentada como uma forma de aproveitar redes instaladas enquanto novas soluções específicas para o transporte e uso do hidrogênio continuam em desenvolvimento.
Também foram discutidos os desafios técnicos e regulatórios relacionados à mistura dos gases e às perspectivas dessa alternativa dentro do processo de transição energética.
Outro tema relevante foi a relação entre gás natural e baterias na operação de um sistema elétrico com maior presença de fontes renováveis. As baterias podem armazenar energia e responder rapidamente às mudanças na oferta e na demanda. O gás natural, por sua vez, pode atuar como fonte complementar em períodos de menor geração solar e eólica, contribuindo para a estabilidade e a segurança do sistema.
Para Antônio Rocha, a transição energética precisa considerar a combinação de diferentes fontes e soluções, inclusive com o aproveitamento da infraestrutura disponível no país.
“Hoje, trabalhamos com o conceito de adição energética, que trabalha o somatório de soluções na matriz energética, que possam oferecer uma quantidade maior de energia para mais pessoas”, afirmou.
Segundo Rocha, a integração entre biometano, hidrogênio e gás natural pode ampliar o alcance das soluções energéticas ao utilizar uma rede de gasodutos já instalada e com presença em diferentes regiões do país.
“O ideal é um mix de biometano, de hidrogênio, de gás natural numa rede que já está instalada e que tem um alcance nacional, para que mais pessoas se beneficiem dessa multiplicidade de fontes”, destacou.
Para o FNSME, principal instância de articulação e cooperação dos estados brasileiros no setor de Minas e Energia, o debate é estratégico. A transição energética exige planejamento, diálogo federativo, inovação, segurança regulatória e integração entre políticas públicas, setor produtivo e infraestrutura existente.
A participação do Fórum em discussões como essa fortalece o compromisso com uma agenda energética nacional moderna, capaz de considerar as realidades regionais, ampliar oportunidades para os estados e contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil.
O painel reforçou que a transição energética brasileira deve ser construída a partir de soluções complementares, valorizando a diversidade da matriz energética, a capacidade de inovação do setor e o uso inteligente da infraestrutura já disponível.
Ao moderar o debate no ROG.e 2026, Antônio Rocha evidenciou o papel do FNSME como articulador de uma agenda integrada, segura e voltada para o futuro da energia no país.




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